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quinta-feira, 6 de maio de 2010
A garota do ônibus
Quando eu a vi, meu coração acelerou. Eu sabia que provavelmente isso não deveria acontecer, meu coração disparar por uma garota. Mas todo dia estava lá, no mesmo lugar que eu a encontrava, no mesmo horário. De vez em quando eu corria com minhas pernas doendo só para poder passar ao lado dela e sentir seu perfume. Ela era a minha garota ideal, daquelas que quando te perguntam ' E se você casasse com uma mulher, ?'. Já fazia duas semanas que ela não passava. Teria ela mudado de caminho? Teria ela mudado de cidade, de estado, de país? Até o dia em que eu estava cansada demais para andar e resolvi pegar o ônibus. Eu pago minha passagem e sento no primeiro espaço vago que encontrar, nem olho quem está do meu lado. Mas sinto uma necessidade de ver como o céu estava e olhei para o lado, quando eu a vi olhando pela janela, senti meu rosto vermelhar. Era ela, meus deus! Era a garota com que eu sonhava e esperava todos os dias. Quando eu estava tomando coragem para falar um 'Oi', ela se levantou e pediu licença. Só tive tempo de tirar meus joelhos da sua frente, ela sorriu, me deu um 'Obrigado' e saiu do ônibus com pressa. Eu não sei o nome dela, nem sei se meu coração deveria enlouquecer toda vez que eu a vejo. Mas eu decidi não me importar com isso, porque.. bem, a gente não manda no coração, né?
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About Me
- Bianca Figueiredo
- Tenho 16 anos, moro no interior do RS. Acredito no amor, nas pessoas e num mundo melhor. Sou uma colegial confusa, desesperada e invariavelmente atrasada. Preciso dar um abraço no Tom Felton, no Jackson Rathbone e no Lucas Silveira antes de morrer. Me sinto desnorteada se não tenho um livro pra me acompanhar, e meu mp5 é quase uma extensão de mim. Faz tempo que o cinema me engoliu. Fashionista de fim-de-semana, uma vez que as obrigações escolares tiram-me completamente a dignidade fazendo que em dias de semana eu use só uniforme, pijama e meus trapos de ficar em casa. Ainda vou ter um closet só de sapatos. Se tudo der errado, viro professora de história. Se fosse morar num filme, seria "Orgulho e Preconceito". Nasci sem traquejo social e habilidades motoras que me fazem perder o equilíbrio a cada 10 segundos. Não sou uma garota ruim.
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