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dreams in a teenager circus.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
A garota do ônibus
Quando eu a vi, meu coração acelerou. Eu sabia que provavelmente isso não deveria acontecer, meu coração disparar por uma garota. Mas todo dia estava lá, no mesmo lugar que eu a encontrava, no mesmo horário. De vez em quando eu corria com minhas pernas doendo só para poder passar ao lado dela e sentir seu perfume. Ela era a minha garota ideal, daquelas que quando te perguntam ' E se você casasse com uma mulher, ?'. Já fazia duas semanas que ela não passava. Teria ela mudado de caminho? Teria ela mudado de cidade, de estado, de país? Até o dia em que eu estava cansada demais para andar e resolvi pegar o ônibus. Eu pago minha passagem e sento no primeiro espaço vago que encontrar, nem olho quem está do meu lado. Mas sinto uma necessidade de ver como o céu estava e olhei para o lado, quando eu a vi olhando pela janela, senti meu rosto vermelhar. Era ela, meus deus! Era a garota com que eu sonhava e esperava todos os dias. Quando eu estava tomando coragem para falar um 'Oi', ela se levantou e pediu licença. Só tive tempo de tirar meus joelhos da sua frente, ela sorriu, me deu um 'Obrigado' e saiu do ônibus com pressa. Eu não sei o nome dela, nem sei se meu coração deveria enlouquecer toda vez que eu a vejo. Mas eu decidi não me importar com isso, porque.. bem, a gente não manda no coração, né?
quarta-feira, 28 de abril de 2010
"Certas noites sozinho, ele pensa nela. E certas noites sozinha, ela pensa nele. Certas noites, isso acontece ao mesmo tempo. E Ray e Mirabelle se relacionam sem saber. Mas Mirabelle, sentindo a reciprocidade do seu amor pela primeira vez, afasta-se dele. E enquanto Jeremy oferece ainda mais seu coração, Mirabelle retribui na mesma medida, pois o que ele oferece a ela é terno e verdadeiro.
(...)
- Quero que leve o quadro de mim dormindo. Está na galeria.
- Não precisa fazer isso.
- Quero que seja seu. Eu o fiz quando estávamos juntos. Quero que saiba que lamento o modo como tratei você.
- Eu sei. Eu amei você.
Ao ver Mirabelle se afastar, Ray sentiu uma perda. Como é possível, pensou ele, sofrer por uma mulher que manteve à distância para não sentir falta dela quando fosse embora? Só então percebeu o quanto querer só uma parte dela fez os dois sofrerem. E como não poderia justificar seus atos, exceto por, bem... A vida é assim".
[ Garota da Vitrine ]
Há pouco eu assisti novamente esse filme, com Steve Martin. Esse é seguramente um dos melhores filmes sobre relacionamentos que eu já assisti. O filme todo tem uma curiosa poesia e uma sensibilidade notável. Tem graça, é suave e denso na medida certa, te faz rir com as possibilidades que vão surgindo no meio do caminho e repentinamente você se vê como Mirabelle, uma mulher que tenta amar e ser amada…
sábado, 24 de abril de 2010
"A mãe de Estácio era diferente; possuíra em alto grau a paixão, a ternura, a vontade, uma grande elevação de sentimentos, com seus toques de orgulho, daquele orgulho que é apenas irradiação da consciência. Vinculada a um homem que, sem embargo do afeto que lhe tinha, despendia o coração em amores adventícios e passageiros, teve a força de vontadenecessária para dominar a paixão e encerrar em si mesma todo o ressentimento. As mulheres que são apenas mulheres, choram, arrufam-se ou resignam-se; as que têm alguma coisa mais do que a debilidade feminina, lutam ou recolhem-se à dignidade do silêncio..."
[ Helena - Machado de Assis ]
ps: tive que ler Helena, e quando li essa parte, não sei. Machado de Assis conhece tanto as mulheres!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Pride and Prejudice or Love and Creation?
Tenho que admitir, adoro filmes românticos. Acho que herdei isso da minha mãe, que adora ver filmes comigo, mas se só se forem românticos. Então, sim, sou uma garota romântica, adoro os galãs, mesmo que na maioria das vezes prefira o vilão, adoro a cena em que os mocinhos finalmente percebem que se amam e que fariam qualquer coisa pelo outro. O que posso eu fazer? É um vício. Que sei que outras pessoas tem. Mas, entre tantos filmes, tem um que eu já vi milhares de vezes, e ontem terminei de ler o livro. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Confesso que esse é o único caso de adaptações em que prefiro o filme. Mas como boa leitora, não posso ofender o livro. Entendi algumas cenas do filme somente depois de lê-lo. Toda mulher idealiza um homem em sua cabeça, o homem perfeito para ela... e tenho que admitir que o meu homem ideal é um Mr. Darcy, o mocinho do livro/filme. Não vou contar a razão de minha escolha, porque sei que muitas não leram ou viram o filme, o que eu acho uma ofensa ao cinema e aos livros em geral. Mas quero dizer apenas uma coisa: Mr. Darcy é um homem. E é um homem de verdade. O que eu gosto na Jane Austen é porque ela sempre fez personagens de caráter, e não um romance sem graça, mas um romance com defeitos e realidade. O que Mr. Darcy tem? Não sei. Provavelmente seja seu orgulho, talvez seja por suas poucas palavras ( toda vez que ele abre a boca, muda o rumo da história ), talvez o jeito dele falar... não sei. Mas todos nós temos o nosso direito de buscar o Mr. Darcy que desejarmos.
Ou talvez eu só esteja idealizando.
Ou talvez eu só esteja idealizando.
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About Me
- Bianca Figueiredo
- Tenho 16 anos, moro no interior do RS. Acredito no amor, nas pessoas e num mundo melhor. Sou uma colegial confusa, desesperada e invariavelmente atrasada. Preciso dar um abraço no Tom Felton, no Jackson Rathbone e no Lucas Silveira antes de morrer. Me sinto desnorteada se não tenho um livro pra me acompanhar, e meu mp5 é quase uma extensão de mim. Faz tempo que o cinema me engoliu. Fashionista de fim-de-semana, uma vez que as obrigações escolares tiram-me completamente a dignidade fazendo que em dias de semana eu use só uniforme, pijama e meus trapos de ficar em casa. Ainda vou ter um closet só de sapatos. Se tudo der errado, viro professora de história. Se fosse morar num filme, seria "Orgulho e Preconceito". Nasci sem traquejo social e habilidades motoras que me fazem perder o equilíbrio a cada 10 segundos. Não sou uma garota ruim.
